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sexta-feira, 23 de março de 2012

A OVELHA NEGRA


Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra.
 Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. 
Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. 
Dessa forma, sua existência era horrível. Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. 
Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. 
Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu. 
 Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. 
Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência. 
 Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa. 
 O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. 
Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. 
A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural. 
 Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê. 
 - É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
 Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.

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