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quinta-feira, 22 de abril de 2021

A árvore das mil cores

 A Árvore das Mil Cores


 
 
À primeira vista, pode parecer que a árvore que ilustra este artigo tenha sido alvo de alguns grafiteiros.
Nada está mais longe da realidade, porque a cor variada, que vê em seu tronco é totalmente natural.
Como lemos no blog "Gestão Ambiental" , esta curiosa árvore pertence à espécie "Eucalyptus deglupta".
Sua característica mais marcante é precisamente a coloração vistosa do seu tronco, que o levou a ganhar o apelido de "Eucalyptus arco iris".
O aspecto marcante destas plantas ocorre devido à forma como elas trocam suas cascas.
A mudança ocorre em etapas ao longo do ano, de modo que, ao largo tempo dentro da haste verde escurece para dar lugar aos
tons de azul, roxo, marrom, laranja, rosa e ocre.
Na verdade, o nome da espécie "deglupta" deriva de uma palavra latina que descreve o processo de muda em função da separação da casca.
Nativa do sul das Filipinas, Indonésia e Nova Guiné, é a árvore de arco-íris uma das duas únicas espécies de eucalipto da Austrália.
Hoje em dia, podem ser encontrados em várias regiões tropicais, como Porto Rico, porque cresce muito rápido em terra ensolarada, úmida e  de boa drenagem.
Em condições ideais, pode crescer até três metros em um ano.
Isto fez com que o seu cultivo, assim como outras espécies de eucalipto, fosse muito comum na indústria do papel.
É claro, sua cor marcante natural faz com que seja uma árvore ornamental muito apreciada em jardinagem e, provavelmente, habitante de qualquer perfeita Floresta Encantada, sendo o eucalipto arco íris, a árvore mais colorida do mundo

terça-feira, 22 de setembro de 2020

O Pavão e o Urubu

O Pavão e o Urubu

Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:

 Em uma planície viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu:
 -Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e
exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz
é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar.

 O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:
 - Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho
que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual
aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia se
juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos,
gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de
 um Pavão...

 Então cruzaram... e daí nasceu o peru:
  QUE É FEIO PRA CARAMBA E NÃO VOA!!!

 Moral da história:" Se tá ruim, nem vem com gambiarra que piora!!"

...

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Neste Natal

Quisera Senhor, neste Natal, armar uma árvore em meu coração e nela pendurar, em vez de bolas, os nomes de todos os meus amigos. Os amigos de longe, os de perto.Os antigos e os mais recentes. Os que vejo a cada dia e os que raramente encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos. Os das horas difíceis e os das horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles a quem conheço apenas a aparência. Os que pouco me devem e aqueles a quem muito devo. Meus amigos humildes e importantes. Os nomes de todos que já passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas para que seus nomes nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. Uma árvore de sombra muito agradável para que nossa amizade seja um momento de repouso nas lutas da vida."

domingo, 7 de agosto de 2011

A lâmpada queimada

A lâmpada queimada
Era véspera de Natal. Em todas as casas havia intensa alegria. Nas ruas, era grande o movimento. Pessoas transitavam com pacotes, entrando e saindo de lojas cheias de compradores e vendedores ansiosos.
O homem e a mulher se aproximaram de um restaurante. A mulher trazia nos olhos o brilho dos que sabem compartilhar alegrias e se sentem felizes com pequenas coisas. Sorria.
O homem se apresentava carrancudo. O rosto marcado por rugas de preocupação. No coração, um tanto de revolta.
Sentaram-se à mesa e, enquanto ela olhava o menu, procurando algo simples e gostoso para o lanche, ele começou a reclamar.
Reclamou de como as coisas não estavam dando certo. Ele tinha investido em um determinado produto em sua loja, contando que as vendas fossem excelentes. Mas não foram.
O produto não era tão atraente assim. Ou talvez fosse o preço. Enfim, o comerciante reclamava e reclamava.
De repente, ele parou de falar. Observou que sua esposa parecia não estar ouvindo o que ele dizia. Em verdade, ela estava mesmo era em outra esfera.
Olhava fixamente para uma árvore de Natal que enfeitava o balcão do pequeno restaurante. Sim, ela não estava interessada na sua conversa.
Ele também olhou na direção do olhar dela e meio de forma mecânica, comentou:
A árvore está bem enfeitada, mas tem uma lâmpada queimada no meio das luzes.
É verdade, respondeu a mulher. Há uma lâmpada queimada. E você conseguiu vê-la porque está pessimista, meu amor. Não conseguiu perceber a beleza das dezenas de outras luzes coloridas que acendem e apagam, lançando reflexos no ambiente.
Assim também com a nossa vida. Você está reclamando da venda do produto que não deu certo e se mostra triste. Mas está esquecido das dezenas de bênçãos que brilharam durante todo o ano para nós. Você está fixando seu olhar na única lâmpada que não iluminou nada.