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segunda-feira, 12 de junho de 2017
Reflexão
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sábado, 25 de junho de 2016
Poema para um bom dia!
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
ORGULHO OU GRATIDÃO?
Qual desses dois sentimentos você alimenta mais em sua vida?
Pois é, tem muita gente que ainda não descobriu que o orgulho e a vaidade enfeiam a vida.
Já a gratidão faz com que você volte a sentir paz de espírito e paz com você mesmo!
A gratidão faz você olhar no espelho e dizer assim: "Que bom que esse daí sou eu! Com qualidades e defeitos, com acertos e erros, mas também com muitas realizações em minha vida".
É a gratidão que te leva a ter essa conversa com sua alma no espelho. Gratidão gera gratidão! E lamúria atrai mais miséria! Transforme o orgulho em gratidão. Tenha coragem de fazer de vez em quando uma faxina em sua alma, limpando e purificando o que já passou!
Não existe nada pior, para dificultar o crescimento de alguém, do que uma personalidade ferida, sabia? Quando alguém tem suas feridas abertas, é capaz de fazer coisas absurdas e até perigosas. Cuide-se! Jogue fora aquilo que não se precisa mais!
Saiba dar descargas nas sujeiras passadas! Não deixe a mágoa sufocar o seu peito, pô! Não permita que o que aconteceu ontem com você, mate o que está vivendo hoje! Olhe seus erros e fracassos com ternura!
Deixe mais espaço para a sua alma ser ela mesma: l-i-n-d-a e p-o-d-e-r-o-s-a brilhar em sua casa interna. "Tenha atitude, sempre! Porque você pode se desapontar se fracassar, mas estará condenado se pelo menos não tentar"
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Monólogo De Orfeu-Reproduzido do livro “Orfeu da Conceição” – Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes
Declamado por Maria Bethânea
Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, – que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem – nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada.. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
É mais por que te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? Cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, – que é que eu sei! Essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem – nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! E me dizes essas coisas
Que me dão essa força, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! Sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada.. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! Criatura! Quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que ele, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!
Reproduzido do livro “Orfeu da Conceição” – Vinicius de Moraes
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