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terça-feira, 4 de setembro de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Suicídio - Mais amor por favor!
Hoje eu vi uma reportagem falando de um rapaz de dezessete anos, que estava numa passarela pra se suicidar por motivos de depressão. Os bombeiros estavam tentando convencê-lo a descer e estavam conseguindo. Mas então, alguns seres humanos começaram a gritar em coral “pula, pula, pula”, “pula logo pra liberar a via”, riram dele. E então ele pulou. Sim, ele pulou! Mais uma vida que foi perdida pela falta de amor ao próximo. Ele poderia estar vivo agora, mas não, eles deram aquele empurrão que faltava. Nessa entrevista, eles disseram, que ele havia deixado uma carta nas redes sociais contanto os motivos. E são motivos sérios, motivos que muitos amigos seus podem passar e você acha que são piadas e coisas simples e sem valor. Ele sofria violência doméstica causada pelo seu próprio pai. Ele via sua mãe apanhando varias vezes do pai bebado. Ele sofria bullying na escola e ainda mais, causado pelos próprios “amigos” que ele considerava irmãos. Ele sofreu violência dentro de uma escola, onde quem o agrediu, saiu impune. Ele era rejeitado pelos pais. Ele se sentia insuficiente e invisível. Ele também teve seu coração partido por garotas. Ele também foi abandonado pelos amigos. Também riram dele quando ele se mutilava, quando tentou suicídio pela primeira vez tomando remédios. Sua própria mãe rio da cara dele. E ele ficou enfrentando todo um inferno sozinho. Eu terminei de ler sua carta chorando e resolvi escrever esse texto, que está mais pra um apelo. Aquilo não foi comigo, mas eu senti toda a angústia, a tristeza, a mágoa e a dor dele. Os seres humanos estão perdendo a empatia pelo próximo e ainda pior, estão perdendo a sua própria humanidade. Isso infelizmente aconteceu com ele, mas pode acontecer com qualquer pessoa, inclusive aquelas que estão perto de você. Que você considera sua amiga. Que fazem parte da sua família. Que você considera seu grande amor. Que você esnoba. Que você humilha. Que você pratica bullying. Que você difama e denigre a imagem em redes sociais. Que você ri quando ela fala que está mal. Que você ignora quando ela te procura pra desabafar. Que você se afastou ou deixou de lado por ser fria. Você já parou pra se colocar no lugar dessas pessoas? Você já pensou o quanto seu egoísmo e sua falta de humanidade pode ferir alguém? Você já sentiu o que essa pessoa sentiu? Se a resposta for não, você não pode julgá-la, não pode meter o dedo na cara dela e falar o que quer, não pode em momento algum fazer mal a ela. A sua única responsabilidade é estender a mão, é acolher, é ouvir, é dar amor. Mas as pessoas são tão egoístas, que pensam que se não é com elas que está acontecendo, não interessa. Gente, o mundo precisa de mais amor, de empatia, de solidariedade, de pessoas que realmente se importem com as outras. Do que adianta o setembro amarelo, se o resto dos meses do ano ninguém liga? Depressão é algo sério e mata. Dizem que ninguém morre de tristeza, mas morre sim. Porque a tristeza gera varias outras coisas, vários outros caminhos. Então, estou fazendo um apelo pra vocês, sejam mais empáticos, levem mais a sério o problema e a dor dos outros. Sejam anjos na vida das pessoas. O mundo já está tão mal, o que custa fazer o bem? Então, ao invés de serem o empurrão que falta, sejam a mão que puxa de volta. Mais amor, por favor.
| — | Caleb Werneck. |
sábado, 9 de dezembro de 2017
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Fui ajudá-lo a chorar
Fui ajudá-lo a chorar
Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?
Você é daqueles que se fecham em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?
Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?
Há certa passagem que pode ilustrar isso; passagem vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: ”a criança que mais se preocupa com os outros”.
O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
Nada – disse o menino – ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.
A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.
Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.
Para muitos, esta é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.
Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos têm capacidade de auxiliar.
Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.
Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer “estou aqui com você”, são atitudes muito importantes.
Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.
Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.
Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.
Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que tem o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.
Você sabia?
Você sabia que não precisamos dizer “meus pêsames” às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?
O dicionário nos diz que a palavra “pêsame”, significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém, e assim sendo torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.
Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por este momento
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