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quinta-feira, 23 de julho de 2020

A verdadeira inteligência



No início do século XX, o QI era a medida definitiva da inteligência humana; só no final da década de 90 aconteceu a "descoberta da inteligência emocional", que veio a revelar que não bastava um determinado homem ser um gênio, se não soubesse lidar com suas emoções.



Partindo dessa premissa, a ciência começou o terceiro milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual, que ajudaria o ser humano a lidar com questões essenciais e mais profundas, que seriam uma nova chave para o encontro de outros caminhos a serem descobertos e explorados.

Não se pode mais desprezar, nem ignorar, que existe de fato um terceiro tipo de inteligência, que amplia os horizontes das pessoas, tornando-as mais criativas, no sentido de buscar um novo significado para a vida.



A existência de um “Ponto de Deus" no cérebro, uma área responsável pelas experiências espirituais das pessoas, não pode mais ser negada nem contestada, assim como a conclusão advinda dessa existência, que conduz a certeza de que a inteligência espiritual coletiva é ínfima na sociedade moderna.


Sim, vivemos numa cultura espiritualmente medíocre e primitiva, mas se quisermos e tivermos acesso a técnicas específicas, poderemos elevar nosso quociente espiritual.

Afinal o que vem a ser inteligência espiritual?

É a descoberta de uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais reais e efetivos.


Elevar o quociente espiritual (QS) implica em ser mais capaz de usar o espiritual para propiciar uma vida mais rica e mais plena de sentido, dentro de uma perspectiva mais adequada de objetivos e de finalidades, capaz de trazer para o ser humano uma melhor direção pessoal.



O QS aumenta nossos horizontes, tornando-nos mais aptos, inteligência essa que nos impulsiona e nos permite abordar e solucionar problemas de sentido e valor.



Ele está ligado à necessidade humana de encontrar um ou mais propósitos na vida; e de modo adequado, desenvolve valores éticos e crenças, norteadores de nossas ações, tendo por meta propiciar ao homem uma condição de ser mais feliz e realizado.

Esse "Ponto de Deus", que se encontra em nosso cérebro, é uma área nos lobos temporais, que nos faz buscar um significado para os valores e princípios, mais claros e permanentes, em nossa vida.



Por ser uma área ligada à vivência e à experiência espiritual, ele influencia a inteligência que passa pelo cérebro e por seus prolongamentos neurais, já que somente um certo tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional e lógico, fornecendo-lhe o seu QI, ou a sua inteligência intelectual.


Um outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões emocionais, sendo o responsável pelo QE, ou pela própria inteligência emocional.



Quanto ao terceiro tipo, este permite e deixa florescer o pensamento criativo, capaz de insights, e de ser formulador e revogador de regras.



Em síntese, trata-se do pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.

Vejamos a diferença entre QE e QS!


O Quociente Emocional, fala das emoções; a Inteligência espiritual fala da alma. De um poder transformador, que facilita a inteligência emocional para que permita julgar em que situação nós nos encontramos, objetivando chegar a um comportamento apropriado, dentro dos limites de uma determinada situação.



A inteligência espiritual, por sua vez, permite um questionamento: se quero permanecer nessa situação particular, o que implica num trabalho dentro dos limites da situação.



A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade e o quociente espiritual tem a ver com o que os fatos significam para o homem, e não apenas como afetam suas emoções nem qual sua reação.

Em princípio, são poucas as qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes que atuam:


Praticando e estimulando o autoconhecimento mais desenvolvido e profundo, incorporam assim a sua vida valores e princípios de forma mais permanente e contínua.



São idealistas; possuem a capacidade de encarar e de utilizar a adversidade sem deixar de ser holísticas, abrangentes e totalizantes, quando necessário.

Celebram a diversidade, mantendo a independência, sempre questionando o porquê.

É a capacidade de colocar o maior número de informações e de fatos num contexto mais amplo, sem perder a espontaneidade, mantendo presente a compaixão e os sentimentos mais nobres, como o amor.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Seguir em frente

Tenho em mim uma necessidade absurda de seguir em frente. Uma vontade exagerada de não voltar atrás. Essa paixão pela vida me faz querer vivê-la da melhor maneira possível. Entender quando vão embora e agradecer a quem permanece. Saber que tudo é passageiro, que as minhas mãos desejam tocar o desconhecido, entrelaçar outros dedos, projetar novos sonhos. Há em mim uma inquietação interna por mais, mesmo que eu não o conheça, essa vontade faz com que meus pés andem em busca de algo que me tire o fôlego, ser um apreciador do gigantesco espetáculo da vida. Então hoje eu acordei querendo viver e ser surpreendido pela vida.”
—  obstineis em parceria com  @osurvivor