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terça-feira, 5 de dezembro de 2017
sábado, 26 de novembro de 2016
Ceder
Ceder
Por que será que nos lamentamos tanto quando nos decepcionamos, perdemos e erramos?
O mundo não acaba quando nos enganamos; ele muda, talvez, de direção.
Mas precisamos tirar partido dos nossos erros.
Por que tudo teria que ser correto, coerente, sem falhas?
As quedas fazem parte da vida e do nosso aprendizado dela. Que dói, dói. Ah! Isso não posso negar!
Dói no orgulho, principalmente.
E quanto mais gente envolvida, mais nosso orgulho dói.
Portanto, o humilhante não é cair, mas permanecer no chão enquanto a vida continua seu curso.
O problema é que julgamos o mundo segundo nossa própria maneira de olhar e nos esquecemos que existem milhões e milhões de olhares diferentes do nosso.
Mas não está obrigatoriamente errado quem pensa diferente da gente só porque pensa diferente.
E nem obrigatoriamente certo.
Todo mundo é livre de ver e tirar suas próprias conclusões sobre a vida e sobre o mundo.
Às vezes acertamos, outras erramos.
E somos normais assim.
Então, numa discussão, numa briga, pare um segundo e pense: "e se eu estiver errado?"
É uma possibilidade na qual raramente queremos pensar.
Nosso "eu" nos cega muitas vezes.
Nosso ciúme, nosso orgulho e até, por que não, nosso amor?
Não vemos o lado do outro e nem queremos ver.
E somos assim, muitas vezes injustos tanto com o outro quanto com a gente mesmo, já que nos recusamos a oportunidade de aprender alguma coisa com alguém.
E é porque tanta gente se mantém nessa posição que existem desavenças, guerras, separações.
Ninguém cede e as pessoas acabam ficando sozinhas.
E de que adianta ter sempre razão, saber de tudo, se no fim o que nos resta é a solidão?
Vida é partilha.
E não há partilha sem humildade, sem generosidade, sem amor no coração.
Na escola, só aprendemos porque somos conscientes de que estamos lá porque não sabemos ainda; na vida é exatamente a mesma coisa.
Se nos fecharmos, se fecharmos nossa alma e nosso coração, nada vai entrar.
E será que conseguiremos nos bastar a nós mesmos?
Eu duvido.
Não andamos em cordas bambas o tempo todo, mas às vezes é o único meio de atravessar.
Somos bem mais resistentes do que julgamos; a própria vida nos ensina a sobreviver, viver sobre tudo e sobretudo.
Nunca duvide do seu poder de sobrevivência!
Se você duvida, cai.
Aprenda com o apóstolo Pedro que, enquanto acreditou, andou sobre o mar, mas começou a afundar quando sentiu medo.
Então, afundar ou andar sobre as águas?
Depende de nós, depende de cada um em particular. Podemos nos unir em força na oração para ajudar alguém, mas só esse alguém pode decidir a ter fé, força e coragem para continuar essa maravilhosa jornada da vida.
quinta-feira, 1 de março de 2012
A BICICLETA DE DEUS
Em uma noite quente de verão tardio, um jovem foi falar com um velho sábio:
- "Mestre, como posso ter certeza que eu estou gastando minha vida direito? Como posso ter certeza de que tudo que faço é o que Deus me pede para fazer?"
O velho sábio sorriu satisfeito e disse: - "Uma noite eu fui dormir com o coração muito aflito, eu estava tentando, sem sucesso, de responder a essas perguntas, foi então, que eu tive um sonho... Sonhei uma bicicleta com dois selins.
Vi que a minha vida era como uma corrida de bicicleta para duas pessoas: Uma bicicleta tandem.
E vi que Deus estava sentado no selim atrás de mim e me ajudava a pedalar...
Mas aconteceu que Deus me disse para trocar de lugar, eu concordei...
Mas a partir desse momento a minha vida nunca mais foi a mesma. Deus tinha transformado a minha vida feliz e emocionante.
Mas, o que aconteceu desde que trocamos de lugar?
Percebi que quando eu estava dirigindo, eu sabia o caminho.
E tudo era descontado, chato e previsível.
Mas quando Deus começou a guiar, tudo era diferente...
Ele conhecia lindos atalhos, subindo as montanhas, por lugares rochosos em alta velocidade...
Eu continuava sentado no selim... Tudo era maravilhoso!!!
O vento no rosto e Deus que continuava a dizer: 'Pedala, pedala!' Às vezes me preocupei e quando fiquei ansioso perguntei:
- 'Senhor, mas para onde estás me levando?' Ele apenas sorriu e não respondeu.
Entretanto, eu não sei como, comecei a confiar.
Logo eu esqueci da minha vida 'chata' e entrei na aventura.
E quando eu dizia: 'Senhor, estou com medo ...', Ele se voltava para trás, tocava a minha mão e imediatamente uma grande serenidade substituia o medo.
Ele me levou da pessoas com dons de que eu precisava, presentes de aceitação, cura e alegrias.
Deram seus presentes para levar comigo ao longo do caminho.
A minha viagem, ou seja, de Deus e minha.
E partimos.
Deus me disse: - 'Entregue os presentes, são bagagem a mais, muito peso'.
Então, comecei a doar os presentes às pessoas que encontravamos e percebi que em dar presentes era eu que recebia e o nosso fardo era mais leve.
No começo eu não confiava nEle, no comando da minha vida. Pensei que levaria ao desastre.
Mas Ele conhecia os segredos da bicicleta, sabia como incliná-la para lidar com curvas fechadas, pular para superar lugares cheios de pedras, voar para encurtar os caminhos difíceis.
E eu estou aprendendo a ficar calado e a pedalar nos lugares mais estranhos e eu começo a apreciar o panorama ao redor e a brisa fresca no rosto com um maravilhoso companheiro de viagem: meu Deus.
E quando eu tenho certeza de nao aguentar mais para prosseguir em frente, nao consigo avançar Ele apenas sorri e diz:
- 'Não se preocupe, EU guio, você pedala!'
" É uma história que nos encoraja ao abandono confiante nos braços de Deus.
A vida é como pedalar uma bicicleta: voce só cai se parar de pedalar.
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