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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Sinais de alerta - Aprenda a reconhecer os sinais que o corpo dá quando a saúde não vai bem.

Sinais de alerta 
Aprenda a reconhecer os sinais que o corpo dá quando a saúde não vai bem 
 
  
Tomar certos cuidados com a saúde pode evitar a maior parte das doenças que matam no Brasil. Hipertensão, infarto agudo do miocárdio, diabetes, depressão e até certos tipos de câncer podem ser prevenidos. Antes de qualquer uma dessas doenças se instalarem de vez no nosso organismo, elas mandam alguns “recados”, às vezes sutis, outras vezes mais evidentes. Aprendendo a interpretar corretamente os sintomas, podemos evitar uma piora do quadro e iniciar um tratamento precocemente.
 
Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), existem, hoje, no Brasil, 10 milhões de pessoas portadoras de diabetes e uma média anual de 70 mil mortes por infarto agudo do miocárdio. Apesar das campanhas e do estímulo a uma vida saudável, muitos ainda ignoram a importância dos cuidados com a saúde e esses índices aumentam cada vez mais. Mas nem tudo está perdido. De acordo com o cardiologista e professor de Medicina Clínica de Cardiologia no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP/UFF) Claudio Tinoco Mesquita, “o corpo geralmente avisa quando tem alguma coisa errada com a nossa saúde. São os chamados ‘sinais pródromos’ ou sintomas. Eles indicam que alguma coisa de errado está acontecendo antes que a doença se instale”.
 
Os sinais pródromos podem variar de uma pequena dor a infecções mais graves. “Por esses sinais serem transitórios, de menor intensidade, geralmente os ignoramos. Além disso, o ser humano tem uma tendência natural à negação e acha que o sintoma vai passar, que vai melhorar sozinho, que não é ‘nada demais’. Se uma pessoa jovem sente uma dor no peito depois de fazer algum exercício físico intenso, por exemplo, vai ignorar a dor. Se ela acontece em uma pessoa com mais de 50 ou 60 anos, deve verificar”, avalia o cardiologista.
 
Segundo o MS, diabetes e infarto agudo do miocárdio estão entre as doenças que mais matam e elas “avisam” quando vão se estabelecer no nosso corpo. “De acordo com pesquisas realizadas, 70% das pessoas que enfartavam tiveram, nas semanas que antecederam o ataque, sintomas como pequena dor no peito, desconforto na mandíbula e dores na região do tórax em momentos de estresse ou tensão. Já a diabetes, antes de se estabelecer completamente, sinaliza através de infecções na cavidade oral, aumento da quantidade de urina durante a noite (poliúria) e aumento da sede”, diz Claudio.
 
Outra doença, pouco lembrada pelos médicos mas que, segundo a Organização Mundial de Saude (OMS), atinge 121 milhões de pessoas no mundo todo, é a depressão. “Especialmente quando se fala de pessoas idosas, os sintomas podem passar dois, três, quatro anos sem serem percebidos e podem ser qualquer coisa, desde esquecimentos e perda da atenção até mudanças de comportamento, de sono etc. Se a depressão é identificada precocemente, o tratamento se mostra muito mais eficiente”, alerta Claudio.
 
Identificar corretamente os sinais e procurar tratamento o quanto antes pode fazer a diferença. Segundo Tinoco, “o tratamento precoce impede a progressão da doença. É importante chamar a atenção das pessoas que o desenvolvimento de qualquer sintoma novo, como cansaço, falta de atenção e perda da vontade de fazer alguma coisa pode apontar uma doença séria. Não deve esperar até os sintomas ficarem insuportáveis, mas buscar atendimento o quanto antes. O recomendado é que se faça exames de rotina e avaliação pelo menos uma vez por ano, mesmo que não sinta nada, a partir da idade de 40 anos”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O QUE É GLÚTEN ? FAZ BEM OU FAZ MAL Á SAÚDE?


O QUE É GLÚTEN? ELE FAZ BEM OU MAL À SAÚDE? 

 Até pouco tempo, o glúten era desconhecido pela maioria das pessoas. Hoje, no entanto, as embalagens de diversos alimentos possuem o seguinte aviso: “Contém glúten”. E aí, surgiram as dúvidas.
 Afinal, o que é Glúten? Ela é prejudicial à saúde? O ideal é evitar o seu consumo? Agora, você terá a chance de desmistificar esse tema. A nutricionista da Unilever, Laís Aliberti, responde às dúvidas mais comuns sobre o glúten, para você acertar nas escolhas e investir na saúde à mesa.

 O que é o glúten? 

 É uma proteína vegetal presente no trigo, cevada, centeio, aveia, malte e derivados desses alimentos. Hoje é obrigatório que os alimentos industrializados declarem a presença de glúten em suas embalagens, por meio do rótulo, já que é comum a presença dessa substância em diversos itens, como pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas e whisky. Sua função é dar elasticidade aos alimentos. No caso do pão, por exemplo, é o glúten que permite o crescimento e confere a maciez e a textura adequadas. Por isso, trata-se de um elemento de difícil substituição. O glúten faz mal para a saúde? Apenas para quem é celíaco. As demais pessoas podem consumir o glúten sem problemas. 

 O que é a doença celíaca? 
 A enfermidade é caracterizada pela hipersensibilidade ao glúten. A doença atinge o intestino delgado, dificultando a absorção de nutrientes como o ferro, ácido fólico, vitaminas B12, A, D, E, K e zinco. Entre os sintomas, podemos citar: diarreia, perda de peso, vômito, anemias e outras deficiências nutricionais. Por isso, os celíacos precisam ficar de olho nas embalagens dos alimentos e optar por aqueles que têm a informação “Livre de glúten”. “Vale a pena ressaltar que a doença celíaca é uma condição específica e diagnosticada após exames. Pessoas que não foram diagnosticadas com a doença celíaca não devem excluir o glúten da sua alimentação”, alerta a nutricionista. 

Trocas espertas de alimentos

 Os alimentos abolidos são facilmente substituídos por outros! Mandioca, batata, fubá, arroz, fécula de batata, polvilho, farinhas de mandioca e de milho, quinoa, amaranto e linhaça são algumas alternativas, pois não contêm glúten e podem ser consumidos pelos celíacos. 
Outra ótima opção, é o amido de Milho Maizena que oferece vantagens por suas múltiplas possibilidades de uso
 – elaboração de massas, molhos, cremes, bolos, tortas, alimentação infantil etc. 
“É importante ressaltar que os utensílios utilizados na cozinha também podem servir de ‘contaminantes’ por conterem resíduos do glúten. Por isso, os celíacos devem ter uma atenção especial para que não haja contaminação cruzada (quando um alimento ou objeto que não contém glúten é ‘contaminado’ por outro) durante o preparo dos alimentos”, finaliza Laís.